Sábado, 29 de Abril de 2006

Mourinho: Vence Premiership

Mourinho oferece medalha de campeão e casaco aos adeptos Não há ninguém como ele. Não, não vou dizer que é o «special one», nem esgotar adjectivos à exaustão, até porque a imprensa nacional já os gastou. Nesta altura de celebração julgo ser importante vincar a ideia de estarmos perante alguém único, que não só conseguiu transformar o futebol, através de conceitos, tácticas e abordagens da filosofia de treino, mas também devolveu algum orgulho ao ser português.

Não falo aqui na escolha hipócrita entre ser por uma equipa nacional ou apoiar um clube estrangeiro, mas naquele singelo pormenor de pegar num cachecol de Portugal e colocá-lo ao pescoço, momentos antes de terminar o jogo com o Manchester United. Lá no fundo, apesar de se queixar tanto (atributo genuinamente «tuga»), Mourinho sente a coisa nacional e mesmo estando no centro do mundo lá se deu ao trabalho de pensar no cantinho à beira mar plantado, se calhar no peixinho de Setúbal, no azul do mar, na recompensa ao sol.

Sabendo que tudo o que ele faz é estudado, aquele pareceu-me um gesto autêntico, assim como o atirar do casaco e da medalha aos adeptos. Percebeu-se, quando subiu ao palanque da vitória, a tentação de voltar a fazer a diferença. E Zé agradeceu a todos os que cantam «José Mourinio, José Mourinio» até à exaustão. Era motivo para regozijo, porque naquele momento não comemorava apenas o «Back to Back» em Inglaterra, mas a obtenção do quarto título nacional consecutivo (dois pelo F.C. Porto, outros dois pelo Chelsea).

Numa altura em que, por terras britânicas já começam a desconfiar do seu valor, pelo facto de não ter conseguido vencer a Liga dos Campeões, sou cada vez mais adepto dele. Dele e de Ricardo Carvalho, Paulo Ferreira, Maniche, Rui Faria, Silvino Louro e André Vilas Boas, portugueses de gema que não se esquecem das origens e fazem questão em erguer esta bandeira. Poderão dizer que é patriotismo bacoco, eu prefiro agradecer e falar em orgulho nacional. Algo que continua a fazer sentido neste mundo cada vez mais uniformizado.

Fonte: MaisFutebol
publicado por Admin às 18:16
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1 comentário:
De vitor silva a 30 de Abril de 2006 às 10:04
Para mim não é o patriotismo nem o orgulho que está em causa, mas sim reconhecer que estão entre os melhores do mundo,talvez até os melhores do mundo.E embora saiba que vão continuar a ganhar, não será por isso - ganharem ou não - que me fará mudar a opinião que tenho deles.Acho que é isto que nós portugueses temos de aprender,dar mérito ás pessoas sempre que o justifiquem e não só quando ganham,e aprender com quem sabe,sendo neste caso com os melhores do mundo ,para mim e não só, independentemente de serem portugueses ou não.Parabéns para todos,e vá lá com um brilhosinho nos olhos o sinto , com orgulho de serem portugueses. Um abraço.

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